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Alguns segredos do futuro do trabalho humano: imaginação, criatividade e estratégia

Aparentemente, há um consenso absoluto de que a tecnologia vai substituir o emprego ou, mais precisamente, as pessoas que ocupam esses empregos. Poucos setores não serão afetados – talvez nenhum.

Inteligência artificial

por Joseph Pistrui em hbrbr.uol.com.br

Os trabalhadores do conhecimento não escaparão.

Recentemente, o CEO do Deutsche Bank previu que metade dos seus 97 mil funcionários poderia ser substituída por robôs. Uma pesquisa revelou que “39% dos empregos no setor jurídico poderão ser automatizados nos próximos 10 anos. Uma pesquisa independente concluiu que, no futuro, os contadores têm 95% de probabilidade de perder seus empregos para a automação”.

E para aqueles em empresas de produção ou manufatura, o futuro pode chegar até mais cedo.

Esse mesmo relatório menciona o advento dos “pedreiros robotizados”. E também prevê que os algoritmos de aprendizado de máquina substituirão as pessoas responsáveis pela “classificação óptica de peças, o controle de qualidade automatizado, a detecção de falhas, e as melhorias na produtividade e eficiência”. Resumindo, as máquinas trabalham melhor. O National Institute of Standards prevê que “o aprendizado de máquina poderá melhorar a capacidade de produção em até 20%” e reduzir o desperdício de matérias-primas em 4%.

Muitas previsões afirmam que entre 5 e 10 milhões de postos de trabalho serão perdidos até 2020.

Recentemente, Elon Musk, o titã espacial e automotivo, disse que as máquinas são a “maior ameaça existencial” da humanidade. Talvez seja uma visão muito lúgubre do futuro, mas, agora, o mais importante para os líderes corporativos é evitar o erro catastrófico de ignorar como as pessoas serão afetadas. Seguem quatro maneiras de pensar sobre as pessoas que serão deixadas para atrás quando as novas tecnologias chegarem.

O Mágico de Oz é o modelo errado

No filme O Mágico de Oz, o mágico comanda o reino por meio de uma máquina complexa escondida atrás de uma cortina. Muitos executivos acham que podem fazer algo parecido: fascinados com a ideia de que a IA permitirá que eles se livrem de milhões de dólares em custos de mão de obra, talvez acreditem que a melhor empresa é aquela com o menor número de pessoas além do CEO.

No entanto, Melonee Wise, CEO e fundadora da Fetch Robotics, alerta contra essa forma de pensar: “Cada robô colocado no mundo precisa de alguém para cuidar dele, fazer sua manutenção, e assistência técnica”. Para ela, o objetivo da tecnologia é aumentar a produtividade, não reduzir a força de trabalho.

Os seres humanos são estratégicos. As máquinas são táticas

A McKinsey pesquisa os tipos de trabalho que se adaptam melhor à automação. Até agora, suas descobertas indicam que quanto mais técnico é o trabalho, melhor a tecnologia pode realizá-lo. Em outras palavras, as máquinas têm uma predisposição para aplicações táticas.

Imaginação é difícil de automatizar

Por outro lado, o trabalho que requer um alto grau de imaginação, análise criativa e pensamento estratégico é mais difícil de automatizar. Como a McKinsey colocou em um relatório recente: “As atividades mais difíceis de se automatizar com as tecnologias disponíveis atualmente são aquelas que envolvem o gerenciamento e o desenvolvimento de pessoas (9% de potencial de automação) ou que aplicam conhecimentos especializados em tomada de decisão, planejamento, ou trabalho criativo (18 %)”. Computadores são ótimos na otimização, mas não são tão bons na definição de metas — e tampouco na aplicação do senso comum.

Adotar novas tecnologias é um processo emocional

Quando a tecnologia entra, e alguns trabalhadores desaparecem, há um medo residual entre os que ficam. É natural que eles perguntem: “Serei o próximo? Por quanto tempo ficarei empregado? ” Segundo o capitalista de risco Bruce Gibney, “o emprego pode não parecer algo ‘existencial’, mas é. Quando as pessoas não conseguem se sustentar com o trabalho — ainda menos com trabalho que achem significativo — clamam por grandes mudanças. Nem toda revolução é uma boa revolução, como a Europa descobriu várias vezes. O emprego fornece conforto material e gratificação psicológica, e quando esses benefícios desaparecem, as pessoas ficam muito aborrecidas”.

O executivo sábio percebe que os traumas das novas tecnologias têm origem em duas questões: (1) como integrar a nova tecnologia no fluxo de trabalho e (2) como lidar com os sentimentos de que a nova tecnologia é de alguma forma o “inimigo”. Sem lidar com ambas, mesmo o local de trabalho mais automatizado pode facilmente ser tomado por tendências de ansiedade, ou mesmo de raiva.

Repense o que sua força de trabalho pode fazer

A tecnologia substituirá parte do trabalho, mas não necessariamente as pessoas que faziam esse trabalho. Para o economista James Bessen, “o problema é que as pessoas estão perdendo empregos e não estamos colaborando para que elas desenvolvam as habilidades e os conhecimentos necessários para trabalhar em seus novos empregos”.

A automação bancária

Por exemplo, um estudo na Austrália encontrou um lado positivo na automação dos caixas bancários: “Embora os caixas eletrônicos tenham assumido muitas tarefas, isso permitiu aos funcionários a oportunidade de ampliar sua atuação e vender uma variedade mais ampla de serviços financeiros. ”

Novas oportunidades

Além disso, o relatório revelou que existe uma gama crescente de novas oportunidades de trabalho para analistas de big data, analistas de suporte à tomada de decisão, operadores de veículos de controle remoto, especialistas em experiência do cliente, ajudantes de saúde preventiva personalizada e acompanhantes online (gestão de riscos online como roubo de identidade, danos à reputação, bullyinge assédio nas redes sociais e fraude na internet). Esses empregos talvez não existam no seu setor. Mas talvez, por outros motivos, este seja o momento perfeito para você repensar a forma e o caráter de sua força de trabalho. Esse novo pensamento pode gerar uma nova agenda de desenvolvimento de recursos humanos, enfatizando as capacidades humanas inatas que podem fornecer uma estratégia renovada de sucesso tecnológico e humano.

Tecnologia é ferramenta

Como dizia Wise, a criadora de robôs, a tecnologia em si é apenas uma ferramenta que os líderes usam da forma que lhes parece mais apropriada. Podemos escolher usar a IA e outras tecnologias emergentes para substituir o trabalho humano, ou podemos optar por usá-las para ampliá-lo. “Seu computador não causa sua demissão, seu robô não causa sua demissão”, disse ela. “As empresas que possuem essas tecnologias fazem e definem as políticas sociais que mudam a força de trabalho”.
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Joseph Pistrui é professor de gestão empresarial da IE Business School, em Madri. Ele também lidera o projeto global Nextsensing.

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O desafio da não-procrastinação

Não, você não pode deixar pra ler este artigo depois, tem que ser agora!

por Leo Babauta, em Administradores.com.br

Esse é o mês em que você irá detonar a procrastinação.

E não, você não pode ler esse artigo depois!

Somos todos vítimas da procrastinação. Ela nos persegue diariamente, fazendo com que fujamos das tarefas que realmente queremos completar, fugir para a distração e o trabalho e e-mail e… tudo menos o que realmente importa.

A procrastinação tem nos controlado por muito tempo.

Esse é o mês em que faremos algo. É a hora de decidir ficar em vez de evitar, de se concentrar em vez de fugir.

Você está preparado para o Desafio da não-procrastinação? Sim, você está. Não, você não pode fazê-lo depois.

Eu estou lhe atribuindo esse desafio hoje, para o resto do mês.

Veja como ele funciona:

  1. Comprometa-se publicamente (nas redes sociais, para seus amigos, família e colegas, como quiser) a fazer isso todo dia pelo resto do mês.
  2. Todo dia, passe apenas 5 minutos fazendo uma sessão de não-procrastinação (ver próximo passo).
  3. Pegue uma tarefa importante para se concentrar, tire todas as distrações, coloque o cronômetro em 5 minutos e não faça nada além da tarefa.
  4. Você não pode mudar de tarefa durante a sessão. Você não pode olhar algo rapidamente. Você não pode se levantar para limpar algo. Você só pode sentar lá, com aquela tarefa, e concentrar na tarefa ou sentar sem fazer nada.
  5. Quando você se sentir vontade de mudar de tarefa, não mude. Apenas fique com o sentimento. Observe, deixe emergir, então deixe desaparecer. Retorne para a tarefa.
  6. Quando o cronômetro acabar, sucesso! Você pode continuar como quiser, ou fazer um intervalo e começar novamente, mas nenhum intervalo é necessário. Apenas 5 minutos por dia é o necessário para o sucesso.
  7. Sim, até mesmo sessões de 5 minutos nos fins de semana. Pegue um projeto pessoal para se concentrar durante esses dias, se você quiser.

É isso. Apenas se comprometa, pegue uma tarefa todo dia, coloque o cronômetro, e não faça nada além da tarefa ou sente e observe sua vontade de mudar. Bem simples, certo?

O que você notará é que você sente muita vontade de mudar. É normal. Essas sessões irão permitir que você veja a vontade, e encarar a vontade em vez de habitualmente fugir delas.

O que você também notará é que a vontade não é nada demais. Corremos dela com medo, mas não é tão assustador. Não é motivo para entrar em pânico. Nada de mais.

O que você pode achar é que você é capaz de fazer muita coisa se não se permitir fugir. O projeto irá mais além do que nunca. Você estará no topo do seu calendário de estudo ou trabalho. Você irá se livrar daqueles impostos e da temível papelada. O trabalho importante é feito, o que é incrível.

Eu tenho utilizado esse método para melhorar a concentração, e agora faço várias dessas sessões todos os dias. E o que é mais incrível é que agora eu posso lidar atentamente com as vontades de procrastinar com o exercício físico, leitura, fazer refeições saudáveis e mais.

Não, eu não estou curado da procrastinação… Eu não acredito que estaremos algum dia. Mas agora sei que cada vontade não é nada de mais, e que eu posso focar. Isso mudou muita coisa para mim. Você também pode fazer isso.

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A ciência por trás da jornada de trabalho de 6 horas diárias na Suécia

Por Candice Walsh, tradução autorizada

Extra, extra: trabalhar 6 horas é melhor do que 8. Espera aí, o quê?

A Suécia virou manchete recentemente por adotar um dia de 6 horas de trabalho, em vez das oito horas, que é o padrão. O que começou como uma experiência em uma fábrica da Toyota na Suécia começou a mostrar sinais de se tornar uma política mais amplamente adotada através das indústrias do país.

E a melhor notícia é que pode estar realmente funcionando.

Por Que Mudar?

A ideia é que empresas terão funcionários mais produtivos e felizes. Para alguns, os resultados têm valido muito a pena. Mas é um pouco mais complicado que isso.

Somente um punhado de empresas na Suécia fez essa transição. Uma dessas empresas é a Filimundus, uma empresa de desenvolvimento de aplicativos baseada em Estocolmo. Linus Felt, seu diretor executivo, acredita firmemente que um dia de 6 horas de trabalho permite que as pessoas mantenham o foco e sejam mais produtivas.

Ele diz, “Minha impressão agora é que é mais fácil ter um foco mais intenso no trabalho que precisa ser feito, e para o qual você tem fôlego, e ainda ter energia para gastar saindo do escritório”.

Além disso, existe o fator felicidade. Funcionários com mais tempo livre para passar com amigos e familiares são inevitavelmente mais fieis aos seus empregadores. Se um funcionário aparecer no trabalho às 8 da manhã e sair às 2h da tarde, (sim, isso inclui uma hora inteira para o almoço), ele poderá ter muito tempo livre na parte da tarde para fazer o que quiser.

Funcionários podem se dedicar a seus hobbies, praticar atividades físicas e melhorar sua saúde física e mental de maneira geral. Ou pelo menos essa é a teoria.

A Lei De Parkinson

Um fenômeno chamado de Lei de Parkinson declara que “O trabalho se expande de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização.” Por exemplo, se você alocar cinco horas para completar uma tarefa que você poderia ter feito em duas, você irá inevitavelmente preencher essas cinco horas com “trabalho”.

A Lei de Parkinson apoia o conceito do dia de seis horas de trabalho, afirmando essencialmente que você será tão produtivo em seis horas quanto em oito (ou nove, dez…). O que importa realmente em termos de produtividade é quanto tempo você ou seu empregador alocou para que você complete a tarefa.

Se você tiver a oportunidade de se concentrar e fazer seis horas de trabalho e depois ir embora, e seu empregador está de acordo, você irá inevitavelmente maximizar o tempo que você tem disponível para que você possa ir embora e dedicar tempo às outras atividades da sua vida.

A Ideia Do Dia De Seis Horas De Trabalho Não É Nova

Ela não é nova – mas tem sua origem na Suécia.

Há treze anos, a fábrica da Toyota implantada em Gotemburgo, na Suécia, fez a transição para o modelo de dias de trabalho mais curtos. Desde então, eles relatam ter funcionários mais felizes, uma menor taxa de rotação, e lucros mais elevados.

Outras empresas na Suécia experimentaram esse modelo ao longo dos anos 1990 e 2000, mas descartaram a ideia quando não conseguiram medir o sucesso da reforma.

O que trouxe à tona esse renovado interesse no modelo de seis horas de trabalho? Alguns líderes vanguardistas, ao que parece. Existe até um hospital em Gotemburgo realizando uma experiência de dois anos com ele. Metade dos funcionários trabalha seis horas, enquanto a outra metade continua trabalhando oito horas. (Que azar!)

Até o momento, enfermeiras têm relatado que sentem menos stress, e houve igualmente uma diminuição nas ausências por doença. Ainda é cedo, mas oficiais do hospital também começaram a correlacionar um aumento na qualidade do tratamento dos pacientes com as horas trabalhadas pelos funcionários mais satisfeitos.

Mas, Será o Jeito Certo De Aumentar a Produtividade?

Executivos Suecos estão introduzindo a ideia do dia de seis horas com a esperança de incentivar as pessoas a serem mais produtivas com seu tempo limitado. Com menos horas, elas podem se concentrar em uma tarefa específica.

Isso significa que alguns ajustes no meio de trabalho devem ser feitos, também… especialmente no que diz respeito a distrações. Linus Feldt, por exemplo, baniu telefonemas pessoais e a maioria das redes sociais do escritório, para tentar minimizar o tempo que seus funcionários passam distraídos.

É verdade que focar em uma só tarefa em vez de multitarefas leva a um resultado mais produtivo. Podemos pensar que estamos melhorando nosso desempenho realizando multitarefas, mas na verdade estamos diminuindo a produtividade.

Mas a procrastinação é um vício que podemos curar assim, do dia para a noite?

Não, não exatamente. As distrações estão mais presentes hoje do que nunca, especialmente com as redes sociais ao nosso alcance tão facilmente. Em realidade, a produtividade é algo que requer uma boa quantidade de treinamento cerebral. Você precisa fazer um esforço consciente para atacar de frente suas tendências procrastinatórias.

Isso não significa, porém, que tudo está perdido. Na verdade, fazer uns ajustes no ambiente de trabalho é um passo na direção certa.

Menos Horas Significam Mais Pressão Para Completar As Tarefas

Mais de 40 anos de estudos provam que quando um funcionário recebe menos tempo para realizar uma tarefa, ele ou ela irá trabalhar mais para completá-la. Em um estudo Europeu de ética profissional, os Gregos saíram em cima como os que mais trabalhavam, em termos de horas trabalhadas. Eles não eram, contudo, os trabalhadores mais produtivos.

A mão de obra tem evoluído drasticamente para um foco na criatividade e inteligência, em vez da força bruta das linhas de montagem de antigamente. Trabalhar duro demais pode diminuir o desempenho, porque as pessoas se esgotam ou adoecem, desgastando a empresa.

Além disso, a Suécia (e muitos dos países Escandinavos) é conhecida por uma cultura que valoriza o equilíbrio entre a vida e o trabalho, com somente 1% da população trabalhando mais de 50h por semana.

A Suécia fica consistentemente entre os primeiros do ranking de maior qualidade de vida.

Horas de trabalho flexíveis são comuns se o funcionário conseguir realizar suas tarefas a tempo.

Trabalhar à distância é igualmente muito aceito, quando for possível. Se você trabalhar em um escritório Sueco, você irá notar que as pessoas saem do trabalho para pegar seus filhos na creche e ninguém se importa com isso.

Até pausas para o cafezinho podem durar um pouquinho mais de tempo, porque pausas são consideradas vitais para a produtividade. O cérebro é um músculo, afinal, e deve ser tratado como tal. Pausas são necessárias para recarregar as baterias.

A Fórmula Mágica Para a Produtividade

A Toyota e outras empresas estabeleceram um exemplo admirável para o país, mas pode demorar um tempo antes de se tornar o padrão.

Outros sugerem que o dia de seis horas de trabalho custa mais no longo prazo, como é o caso do hospital, que precisou contratar mais gente para cobrir as horas extra. Mas para alguns, não se trata mais de gerar o máximo de dinheiro possível; se trata mais de viver uma vida saudável e agradável.

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Foco e gestão do tempo: como produzir mais e viver melhor

Ano novo, novas promessas. Perder peso, fazer exercícios, mudar o estilo de vida. Todo início de ano é assim. Tentamos nos convencer que finalmente precisamos mudar em prol da saúde ou pelo motivo que for. Mas normalmente essa força não dura muito, e a maioria fracassa na sua tentativa. O que muita gente não percebe é que por trás destas tentativas fracassadas estão outras questões não relacionadas a promessa em si e sim ao fato de não conseguirmos dar o devido foco. É preciso concentrar-se no objetivo para não ser vencido antes mesmo de começar.

Foco e concentração podem ajudar nossas tarefas do dia-a-dia também. Qual a sua rotina todos os dias pela manhã? Como você controla suas atividades? Encontrei a figura abaixo vasculhando o assunto na internet e achei bem interessante. Estava num blog que ajuda pessoas a passarem em concursos em um post intitulado “Como manter o foco numa era de distrações”. Obviamente o objetivo era garantir que as pessoas consigam tempo pra estudar e o façam de maneira saudável, mas o conceito se aplica a qualquer objetivo. E porque não aproveitar para aplicar alguns dos conceitos e tentarmos ser mais produtivos no trabalho?

Então vamos separar por partes:

Reflita e revise o que você fez e o que tem para fazer

Um dos pontos mais interessantes que vi, e no qual eu também me incluo, esta relacionado a como acabamos com o nosso dia logo nas primeiras atividades da manhã. E a primeira coisa a não se fazer é começar o dia olhando e-mails. A explicação é simples: podemos nos perder facilmente em artigos, links, publicações, textos enormes e cadeias de respostas gigantescas. O ideal é começar pela sua maior tarefa do dia e limitar ao máximo checar o e-mail assim que o dia começa. Ahhh, mas eu não sei qual vai ser minha tarefa mais complicada no dia. Se no dia anterior, antes de sair, você parou pra planejar o que ficou pra ser feito no dia seguinte, você vai saber sim. O difícil é justamente pararmos para nos planejar, ainda mais ao final do dia. Mas é um habito saudável e que precisa ser cultivado.

Além disso, você precisa avaliar como você está se saindo com suas atividades. Se tem conseguido entregar o que é pedido dentro do prazo, se tem dificuldades para adequar as atividades aos prazos estabelecidos, se a qualidade do que entrega é aceitável. Antes que alguém diga isso pra você (e neste caso pode não ser num bom tom), você pode sim fazer uma autocrítica e tentar se avaliar. A produtividade está diretamente ligada a quanto conseguimos produzir num mesmo período de tempo. Então foco e concentração têm uma influência enorme, caso você não consiga mantê-los.

Outro dia achei um artigo interessante do Hubspot sobre como escrever de manhã aumenta nossa produtividade. Confesso que fui ler meio cético e até achei interessante a estratégia e as justificativas. As vezes nos prendemos demais em quem as pessoas esperam que sejamos, ao invés de ser aqueles que realmente queremos ser. Anotar ideias é um hábito positivo que ajuda a organiza-las. Quantas vezes você já pensou em algo interessante, uma nova ideia, e depois quando foi efetivamente usa-la, não se lembrava direito dos detalhes?

Cuidado com as distrações eletrônicas

Aqui podemos incluir não só as redes sociais, mas também a própria interação com seu computador no ambiente de trabalho. Para poder cumprir suas tarefas, atenção especial em:

  • Leitura de e-mails: você está super focado em entregar um relatório e chega um e-mail do chefe. Como o outlook dá um preview, você acaba abrindo e parando o que está fazendo para dar atenção à mensagem. E não precisa ser um e-mail do chefe. Qualquer coisa que te interesse vai te distrair. A melhor saída é desligar a janela do outlook que faz um preview para poder se dedicar ao que você tem de urgente. O ideal seria deixar alguns horários no dia para verificar os e-mails. O que não dá é para ser babá dos e-mails, e ficar lendo e respondendo a cada na medida que chegam.
  • Redes sociais: da mesma forma que os e-mails, as redes sociais podem potencialmente atrapalhar o foco no que é importante. Desligue as notificações para poder focar nas atividades importantes.
  • Whatsapp: Como o software de mensagens mais usado no Brasil na verdade é uma rede social, deixei um tópico só para ele. Assim como as redes, precisamos nos desligar dele. O problema aqui é que as pessoas parecem ter incorporado as mensagens no “zap” de uma forma que ninguém mais faz ligações. Então parece natural parar toda hora para ver as mensagens que chegaram. Uma dica importante é tentar separar as pessoas que realmente necessitam de atenção especial e mudar a notificação para elas. Coloque um som diferente, e assim você consegue saber se precisa ou não atender imediatemente. Sabe aqueles grupos que trocam 500 imagens e vídeos por dia? Deixe-os no silencioso. Vá lá quando tiver tempo e divirta-se.
  • Seu smartphone: obviamente todos os tópicos anteriores também se relacionam ao celular que cada um de nós carrega no bolso. Já faz tempo que os celulares deixaram de ser apenas aparelhos para falar uns com os outros. Viraram computadores portáteis, que pouco a pouco introduziram novos hábitos e comportamentos. Aplicativos diversos interagem 24 horas com cada um de nós, com acesso aos nossos hábitos, locais que frequentamos, nossos gostos e ideias. Obviamente isso agrega valor às nossas vidas, mas também precisar ser limitado. Ainda mais se precisamos nos dedicar a algo. Em alguns momentos vale a pena ficar longe dele. Sim, existe vida sem o celular, sem as redes sociais. Difícil é fazer as novas gerações entenderem isso.

Cuidado com a saúde

Somos todos humanos e nossa capacidade de concentração depende diretamente do nosso estado físico e emocional. Não dá para achar que somos máquinas, trabalhar incansavelmente sem parar, e depois achar que nos recuperaremos no final de semana. Pra maximizar nosso dia-a-dia precisamos também cuidar do corpo e, principalmente, da mente. Cada tem seus limites e você precisa achar o seu. Se você não sabe até onde pode ir, como vai poder dizer não para uma atividade?

Para começar, dormir bem é mega importante. Muita gente acorda cansada e acha isso normal. Não, não é normal. Procure um médico. É a noite que nosso corpo descansa e se prepara para um dia inteiro de atividades. Tome um bom café da manhã, relaxe no chuveiro, leia um pouco, interaja com a família. Conheço gente (como eu) que a primeira coisa que faz de manha é olhar o celular. Estou tentando mudar este hábito e deixar para olhar e-mails ou qualquer outra interação no celular bem mais tarde. Além disso, durante o dia inteiro precisamos nos preocupar em estar bem. Isso inclui o modo de sentar, a altura do monitor, a posição dos braços em relação a mesa. Beber água o dia inteiro. Seu celular tem aplicativo de pedômetro? Se não tiver, instale para acompanhar o quanto você se movimenta por dia. Use a tecnologia a seu favor!

Conclusão

Como muitas coisas na vida, não existe uma receita que funcione para todos, quando se fala de foco e concentração. Algumas pessoas conseguem mais que outras, mas o principal é que todo mundo pode melhorar. O primeiro passo é aceitar suas dificuldades e identificar como você pode se tornar uma pessoas mais concentrada e focada. E boa sorte !

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Cinco dicas para parar de procrastinar

As 24 horas do dia são suficientes para muita produtividade… E para perder muito tempo em distrações e lembretes. Saiba como remediar essa situação.

por Daniel Fernandez-Cañadas, em
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/29/estilo/1422534936_963101.html

A vida digital é uma vida deixada para depois. As tarefas estão ali, ao longe, interrompidas por barreiras e barreiras de distrações, lembretes, atualizações, coisas para responder e começar de novo até o fim dos tempos. E isso, essa história de atrasar as obrigações realizando qualquer tarefa mais fácil, é o que se entende por procrastinar, uma palavra real trazida do inglês que praticamente éhipster e, portanto, muito mais popular do que a mais clássica, vadiar.

Que procrastinar leve você todo dia a ler nossas matérias, adiando seus assuntos de máxima prioridade, para nós é um mal menor. No entanto, se seus deslizes para com a responsabilidade acabam criando um monstro de culpa que diz que já deu, que está na hora de trabalhar, que todo mundo se sente bem quando as coisas são feitas em seu tempo, então é hora de fazer alguma coisa. Assim, aqui vão alguns conselhos para tirar a palavra “procrastinar” de sua vida.

1. Estabeleça prazos

Sim, é muito legal a frase “a única maneira de livrar-se da tentação é ceder a ela”, mas talvez você não tenha o talento de Oscar Wilde. Não é possível permitir-se cair na tentação de adiar esse relatório que revira seu estômago. Divida seu dia de trabalho em diferentes prazos, ou, como chamam os especialistas, cronogramas. Isso vai ajudar a saber o que você precisa fazer das 9h às 10h30, que continua até as duas da tarde e quantos e-mails tem de enviar antes das 17h15. Cumprir essas pequenas expectativas fará você se sentir eficiente, produtivo, capaz. Se esses cronogramas forem extrapolados para sua vida pessoal, para a prateleira que está meio caída e é preciso fixar, para a ida àquela loja que você precisa fazer e para o almoço na sogra, é sinal de que você tem certa capacidade de avançar em seus propósitos. Siga em frente, pois você está se saindo muito bem.

2. Guarde as recompensas para quando tiver realizado suas tarefas

Para realizar seus objetivos, vale estabelecer uma recompensa de curto prazo para quando estiverem satisfeitos. Pense, desde bem cedo pela manhã, o que lhe dará mais prazer ao chegar à noite em casa, cansado, depois de uma dura jornada de admirável produtividade. Se no fim do dia você resolver todos os assuntos pendentes, permita-se esse pequeno desejo implantado em seu ânimo logo cedo: a cerveja a mais que muda a cor do quarto, dois capítulos a mais da série que estiver acompanhando, um jantar especial… Um vício, se parece prêmio, reconforta duas vezes.

3. Pense em provérbios. Vão fazê-lo sentir-se menos culpado (mas não seja irritante a ponto de dizê-los em voz alta).

No mundo todo dar conselhos nos faz muito bem. Nossa memória é habitada por mil e um provérbios, fruto da tradição e desse nosso esporte nacional que é aconselhar e ver os defeitos do outro. Recorra a eles vasculhando a memória ou, se não se lembrar, coloque em sua próxima lista de presentes um pequeno dicionário de provérbios. Ali, você vai encontrar calor e inspiração. Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje / Devagar se vai longe / Moço desprevenido, velho arrependido / Deus ajuda quem cedo madruga. A lista é longa, quase interminável. Se você sozinho não consegue, recorra a centenas de anos de sabedoria popular. Você não é o primeiro a procrastinar.

4. Dê a cada palavra seu significado

O mau uso da semântica é prejudicial à autoridade individual. Cada palavra carrega uma carga própria de conteúdo para que seja respeitada e para que dizê-la continue querendo dizer realmente o que quer dizer. Vamos aos casos práticos: se em todos os seus e-mails você colocar a etiqueta de “urgente” e se precisar para “ontem” de qualquer projeto, nem “urgente” nem “ontem” fazem referência a seu significado. Desse modo, o próximo e-mail de caráter “urgente” que atrair sua atenção na caixa de entrada ou o relatório que tinha de ter sido entregue “ontem” poderão esperar, já que nem tudo pode ser urgente e nada que é verdadeiramente relevante pode ser entregue ontem. Use corretamente o adjetivo e o advérbio que cada prazo, cada projeto e cada objetivo merecem.

5. Faça o favor de esconder o celular

Este é o mais complicado de todos. Faça o favor de esconder o celular em uma caixa-forte e certifique-se de não ter a senha para abri-la. Só assim você será capaz de, toda vez que desbloquear a tela, não ver números palindrômicos, estranhas coincidências ou de recolher o feedback de cada uma das atualizações e grupos do WhatsApp que está seguindo. Só afastando o demônio de você é que conseguirá parar de procrastinar e dar a cada minuto e hora o valor que têm.

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