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Estratégias de sobrevivência: A competição pelo futuro, a camuflagem de fraquezas e o problema do ajuste excessivo

As expressões oil cursedoença holandesa e paradoxo da abundância designam distorções associadas à fartura de riquezas naturais, isto é, o efeito prejudicial sobre o desenvolvimento de certas competências, derivado da presença de condições favoráveis excepcionais. Na verdade não é a presença de riquezas em si que torna inevitáveis os problemas, e sim a acomodação que leva a tomar decisões com base em uma visão míope da realidade, a inibir o preparo necessário para enfrentar mudanças.

por José Luiz Neves, no LinkedIn

Forças e fraquezas

Na verdade, as forças que explicam a competitividade das empresas em um mercado também explicam suas fraquezas. A natureza, a combinação e o funcionamento das forças competitivas muitas vezes explicam a presença de vulnerabilidades porque aquilo que funciona como ponto forte sob certas condições pode se transformar em um empecilho ao crescimento em momento posterior.

Entender a dinâmica de um setor e as tendências pode ajudar a diferenciar as competências; e avaliar, entre aquelas que se fazem presentes, quais são as que determinarão a posição competitiva e quais outras, embora tenham sido úteis no passado, não contribuirão para que fique em melhor condição para competir.

Quando o retrovisor não é um bom guia

Certas condições favorecem o desequilíbrio do desenvolvimento dos processos internos, ao tornar possível que o avanço do negócio aconteça mesmo sem a presença de certas capacidades.

Quando se alteram as circunstâncias, os fatores que ajudaram a consolidar a posição da empresa assumem sinal invertido e deixam evidente o despreparo; transformam-se em obstáculos à mobilidade, isto é, em obstáculos à eventual ocupação de outro mercado porque a empresa deixou de desenvolver a capacidade de operar sob condições diferentes das conhecidas. Capacitações e flexibilidade que poderia ter desenvolvido e facilitariam a presença em outros nichos não se fazem presentes e exigirão esforço redobrado para que ela se mantenha competindo.

Do micro ao macro

É um fenômeno semelhante ao que acontece com a economia de certas nações: sob condições naturais favoráveis, por proteção produzida artificialmente ou regramentos que conferem vantagem competitiva, deixam de se preparar para um momento posterior em que outras capacitações são necessárias.

No caso das empresas, é mais comum que deixem de aproveitar o tempo para se qualificar, capacitar colaboradores, desenvolver padrões aceitáveis de governança e se organizar internamente. Com o passar do tempo o gap se acentua, porque corrigir a situação depende justamente de pôr em ação as qualificações que não se tem.

Do macro ao intermediário

Em certas regiões (Louisiana, Níger, Venezuela, Iraque) em que a abundância de recursos naturais se associou a menores taxas de crescimento do que a que se tem em economias carentes desses mesmos recursos.

Quando políticas inibem o processo de industrialização, favorecem ineficiência, protegem interesses localizados em detrimento do conjunto e direcionam gastos para ações que não estimulam o crescimento, as organizações podem seguir uma trajetória de desequilíbrio, baseada em vantagens que não se sustentam e em detrimento da alocação de recursos em projetos estruturantes. Em certas regiões do Brasil, o mero aceno gerado pela expectativa de ganhos futuros no setor petrolífero produziu distorções nas contas públicas, no direcionamento de investimentos, no mercado de trabalho e na condições do segmento imobiliário. Em resumo, a acomodação gera despreparo.

Despreparo por overfitting

A inadaptação a novas condições deriva do ajuste excessivo às anteriores, em um processo marcado por inconsistência dinâmica, isto é, a posição de um momento não se revela adequada às exigências do momento seguinte, porque a organização não lidou como deveria com a dificuldade de reverter os efeitos de certos predicados ou com a ausência de outros. O exagero na adaptação a certa situação levou à dificuldade de se adaptar em um momento posterior.

Tão ajustado que deixou de ser bom 

As áreas de estudos estatísticos, redes neurais e machine learning fazem uso de um termo que ajuda a entender certo tipo de fenômeno: überanpassung (ou overfitting, em inglês): o sobreajuste que se tem quando um modelo se mostra excessivamente ajustado a desvios; a despeito da alta precisão que venha a ter, fica prejudicada capacidade de predição.

Para resolver o problema é preciso rever a importância conferida aos parâmetros usados, mantendo no modelo somente as variáveis relevantes. Raciocinando analogamente, em se tratando de modelo de negócio teríamos de discernir entre aquelas variáveis que poderão determinar a sustentação da posição competitiva e as demais; incorporar elementos demais ao modelo pode ser contraproducente.

É preciso saber escolher o que deve ser mantido

Em face dos movimentos que ocorrem na arena competitiva, cabe a quem toma decisões se perguntar sobre a medida em que certas características, se desenvolvidas, restringirão o campo de ação da empresa no futuro por inibir a evolução de outras competências. Certas opções conscientes, omissões ou atitudes de acomodação podem situar a organização distante do ponto em que deveria estar para poder executar as jogadas seguintes.

Quando o antigo não se sustenta mas o novo ainda não nasceu: um exemplo

Entre vários exemplos de uma lógica de funcionamento que se ressente da qualidade dos resultados que gera e do grau de estabilidade que produz, o caso do setor de saúde suplementar é elucidativo. Ele é formado por entidades fornecedoras de serviços, diagnósticos e materiais; mediadores de atendimento que também gerem o risco indireto; empresas contratantes de usuários que fazem mediação em um segundo nível; e os usuários finais.

É um conjunto que funciona orientado pela quantidade e valor do fornecimento de serviços, e dos elementos que o acompanham; e no qual parte da parcela de ganho auferida individualmente se vê aumentada pela própria ineficiência do conjunto, pela busca de componentes de custos mais complexos e mais caros; pela desigualdade entre os agentes; e por desperdícios.

Impraticável manter o antigo; difícil competir no novo

Há diferenças expressivas entre os players em ação, no que diz respeito às competências desenvolvidas e à capacidade de se adaptar a novas condições. Alguns deles se especializaram em operar com baixas margens cortando custos e limitando funções internas. Quando necessitarem de competências robustas para gestão da eficiência, práticas consolidadas de governança, capacidade de gerar informações confiáveis para tomada de decisão e apresentar um modelo de expansão dotado de escalabilidade e padronização já testada, poderão perceber que outros players terão se adiantado com relação a aspectos como estes.

Adaptados às condições antigas de operação, deverão se ressentir de mudanças fora de seu controle. Para competir em um cenário diferente, terão de compensar suas deficiências, o que demanda certo volume de recursos e tempo que dificilmente terão justamente porque os concorrentes estarão à frente no tempo, e porque potenciais investidores exigirão justamente competências ligadas a governança e informações confiáveis que talvez não sejam capazes de oferecer dentro de um prazo aceitável.

Barreiras fracas à entrada são convites

Em certos segmentos, as barreiras à entrada são fracas e se referem a aspectos não-essenciais do negócio. Na região norte da Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, dificuldades de acesso físico local, predomínio de clientes de baixa renda, carências da estrutura de serviços públicos e de segurança têm funcionado em certa medida como inibidor de concorrência por restringir a presença de gestores e investidores.

A eficácia de fatores limitantes como estes tende a ser instável se considerarmos que se têm sido criados instrumentos para monitoração e realização de negócios à distância e que novos arranjos de negócio podem viabilizar a exploração de mercados antes tidos como não promissores. Um território antes considerado inóspito pode passar a gerar interesse por um player instalado em outro território ou por um investidor que queira começar a operar no segmento.

É preciso buscar uma posição melhor para o embate

O futuro será determinado pela capacidade de se amoldar a novos contextos que a entidade compreenda e tenha como se preparar para lidar. A preparação compreende não só desenvolver competências, mas também criar condições e desenvolver meios para dispor dos recursos necessários no futuro.

Se até hoje foi possível operar com uma gestão de eficiência medíocre, monitoração desleixada, controles fracos, critérios de glosa mal definidos e maus acordos com os demais agentes, pode ser que certos elementos venham a significar dificuldades em continuar a operar e se expandir; entre eles a presença de novos padrões epidemiológicos e a evolução natural do perfil demográfico dos usuários, assim como a manutenção da lógica dos indutores de demanda do mercado e de recompensa dos agentes.

Os palcos são diferentes mas as forças são as mesmas

A lógica de uma parte também está presente nas outras 

É possível perceber os problemas de ter se adaptado ao passado ao examinar um segmento do mercado que sirva de base para a análise do conjunto. Mesmo quando a amostra não contém todas as características do conjunto maior, ela pode ter dentro de si a interação de forças que em essência são as mesmas que atuam sobre o conjunto.

Em outras palavras, mesmo que um segmento tenha suas peculiaridades, a partir dele podemos entender os fatores que influenciam o todo e sua dinâmica. Além de ser mais fácil o exame de uma parte do conjunto, alguns dos elementos dignos de interesse podem nela estar acentuados, ajudando no trabalho de análise ao salientar e simplificar o entendimento das relações entre os agentes.

A partir dessas relações, fica mais fácil entender tendências da indústria, o sentido da evolução e os determinantes de desempenho futuro. Para que seja mais completo, o exame depende de poder estabelecer também as diferenças entre a parte estudada e as outras partes, naquilo que cada uma tem de específico.

Às vezes as barreiras à entrada são muros baixos

O caso do nicho de serviço de saúde complementar da região Norte da Grande São Paulo é exemplar. Nele dificuldades aparecem com certa nitidez e intensidade elementos-chaves da evolução do mercado. O segmento de saúde voltado para a classe C teve ascensão notável até 2013. Os mesmos elementos que levaram a seu crescimento agem agora em sentido contrário. A estratégia empregada até 2013 pode não se revelar suficiente para lidar com a nova situação.

Os players desta região atendem um grupo de clientes cujo poder de compra tem, na média, se enfraquecido; ao invés de migrar para o setor privado para fugir da baixa qualidade do serviço público, os usuários seguem na direção inversa. Ter-se conformado a eles, suas necessidades e particularidades trouxe acomodação para certos players, porque em momento mais favorável era mais fácil sobreviver sem verdadeiramente praticar uma boa gestão da eficiência e sem oferecer realmente serviços mais avançados ou de melhor qualidade, uma vez que outros concorrentes não consideravam tão vantajoso ou conveniente dirigir esforços à conquista daquele território.

Para os players que atuavam nele, a posição assumida pelos concorrentes de fora funcionava como uma proteção. Internamente, perceberam-se menos motivos para que processos fossem estruturados e a qualidade das informações para tomada de decisão fosse boa. A ausência de certas competências não se colocava como obstáculo sério à atividade porque as antigas condições de funcionamento funcionavam como um lubrificante e tornavam possível obter margens estreitas porém aceitáveis de lucros, com resultados subotimizados mas suficientes para a sobrevivência do negócio.

Adaptação é uma coisa diferente de adaptabilidade 

Uma organização pode estar conformada ao ambiente em que opera e a um conjunto de problemas porque se acostumou a eles, porque conseguiu se preparar ao longo do tempo ou porque encontrou condições favoráveis a certo grau de acomodação. Entretanto, estar em condições e posição de poder se adaptar rápida e suficientemente quando as condições se alterarem é algo que pode ter desenvolvido ou não, e seu ajuste presente a condições conhecidas não significa que terá prontidão para fazer novos futuros ajustamentos na sua estrutura e na forma de funcionar.

Certa consciência de quão ajustado ao passado se está, e das dificuldades em se reinventar quando necessário, deve fazer parte do processo de crítica e autocrítica. Uma visão adequada depende de discernimento e capacidade de diagnóstico, uma visão clara do que acontece dentro e fora da empresa, boas informações e a capacidade de trabalhá-las. Em maior ou menor grau, essa necessidade sempre esteve presente entre competidores; para aqueles que operam em ambientes em que a rivalidade da competição é intensa, movimentos de concentração são visíveis e as relações entre os agentes são assimétricas, atentar para a questão se torna especialmente importante.

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Curso Governança Pública

São objetivos do Curso Governança Pública:

Capacitação prática que visa estruturar e/ou melhorar a governança nas organizações públicas, que consiste na gestão do desempenho por meio de mecanismos de avaliação, direcionamento e monitoramento da gestão dos recursos humanos, tecnológicos, materiais e financeiros de forma a agregar valor ao negócio da organização e alcançar os resultados esperados por suas partes interessadas;

Entender as diferentes atribuições e responsabilidades da governança e da gestão nas organizações públicas.  

Turmas abertas ou in-company, sob medida para sua organização
Presencial – 3 dias de duração com carga horária de 24 horas
A distância – 4 semanas de duração com carga horária de 40 horas

Leia mais

TCU – Referencial básico de gestão de riscos

O TCU acaba de publicar um material de referência para gestão de riscos na organização pública.

por Joel Solon Farias Azevedo – diretor da ProValore

Este é o oitavo artigo de uma série destinada a entender a necessidade urgente de investir na evolução da governança nas organizações públicas e assim aumentar a sua eficácia e geração de valor público.

No primeiro artigo da série – Governança pública – dicas de sucesso – falamos da necessidade de se ter um calendário anual de governança que privilegie o pensamento estratégico integrado em detrimento da lógica orçamentária inercial e continuísta, tão precária.

No segundo artigo da série – Governança pública – saiba a diferença entre governança e gestão – apontamos item a item as diferentes responsabilidades: da governança com o direcionamento estratégico e monitoramento dos resultados, e da gestão com a execução da estratégia definida e negociada.

No terceiro artigo da série – Dez práticas de sucesso na governança da gestão de pessoas – apontamos os diferenciadores da gestão do conhecimento da organização, que está nas pessoas que a compõem, e a necessidade de alinhamento do desenvolvimento do conhecimento com a estratégia e os objetivos da organização.

No quarto artigo da série – A governança e a gestão ativa dos riscos como oportunidades – tratamos do gerenciamento de risco como a permanente análise de cenários visando aproveitar ao máximo as oportunidades trazidas pelo ambiente externo.

No quinto artigo da série – Planejamento da força de trabalho – tratamos do planejamento e otimização da força de trabalho, o mais crítico de todos os recursos: a alocação ótima das pessoas e da sua inteligência e conhecimento às atividades desempenhadas pelas organizações.

No sexto artigo da série – A política de gestão de riscos do Tribunal de Contas da União – tratamos da adoção pelo TCU de uma política de gestão de riscos simples e efetiva e alinhada com as melhores práticas de auditoria mundiais, fazendo referência explicita ao tratamento das incertezas e aproveitamento das oportunidades.

No sétimo artigo da série – TCU – Resultados do Levantamento Integrado de Governança Organizacional Pública – ciclo 2017 – tratamos da avaliação do método e dos resultados do do primeiro levantamento integrado de todas as governanças, realizado pelo TCU.

O roteiro para aplicação da política de gestão de riscos

A política de gestão de riscos do TCU explicitou a necessidade de orientar a organização e seus gestores ao aproveitamento de oportunidades para maximização dos resultados. E o manual agora editado vem explicar como aplicar a política na prática.

A gestão de riscos como aproveitamento de oportunidades

O Brasil e o brasileiro são sabidamente avessos ao risco, e quando muito investem reativamente no risco negativo por meio de contingência, preparando-se apenas para as ameaças e não para as oportunidades.

Fundamento e modelos de gestão de riscos

O referencial é muito feliz ao mesclar diversas metodologias de gestão de riscos, privilegiando a gestão de riscos corporativos ou estratégicos e sobre os resultados, em relação aos riscos operacionais, sempre menores.

A responsabilidade da liderança

O referencial auxilia na estruturação dos processos e na divisão de responsabilidades no gerenciamento do risco com ênfase para a responsabilidade da alta administração.

O modelo de avaliação

O modelo de avaliação está muito alinhado com o Modelo de Excelência da Gestão (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade e inclui a avaliação do nível de maturidade em gerenciamento de risco, que vai facilitar e muito para as organizações estruturarem seus processos de governança e gerenciamento de riscos.

Link para o documento

https://portal.tcu.gov.br/biblioteca-digital/referencial-basico-de-gestao-de-riscos.htm

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TCU – Resultados do Levantamento Integrado de Governança Organizacional Pública – ciclo 2017

O TCU acaba de divulgar os resultados do seu levantamento integrado de governança, realizado em 2017.

 

por Joel Solon Farias Azevedo
diretor da ProValore

Este é o sétimo artigo de uma série destinada a entender a necessidade urgente de investir na evolução da governança nas organizações públicas e assim aumentar a sua eficácia e geração de valor público.

No primeiro artigo da série – Governança pública – dicas de sucesso – falamos da necessidade de se ter um calendário anual de governança que privilegie o pensamento estratégico integrado em detrimento da lógica orçamentária inercial e continuísta, tão precária.

No segundo artigo da série – Governança pública – saiba a diferença entre governança e gestão – apontamos item a item as diferentes responsabilidades: da governança com o direcionamento estratégico e monitoramento dos resultados, e da gestão com a execução da estratégia definida e negociada.

No terceiro artigo da série – Dez práticas de sucesso na governança da gestão de pessoas – apontamos os diferenciadores da gestão do conhecimento da organização, que está nas pessoas que a compõem, e a necessidade de alinhamento do desenvolvimento do conhecimento com a estratégia e os objetivos da organização.

No quarto artigo da série – A governança e a gestão ativa dos riscos como oportunidades – tratamos do gerenciamento de risco como a permanente análise de cenários visando aproveitar ao máximo as oportunidades trazidas pelo ambiente externo.

No quinto artigo da série – Planejamento da força de trabalho – tratamos do planejamento e otimização da força de trabalho, o mais crítico de todos os recursos: a alocação ótima das pessoas e da sua inteligência e conhecimento às atividades desempenhadas pelas organizações.

No sexto artigo da série – A política de gestão de riscos do Tribunal de Contas da União – tratamos da adoção pelo TCU de uma política de gestão de riscos simples e efetiva e alinhada com as melhores práticas de auditoria mundiais, fazendo referência explicita ao tratamento das incertezas e aproveitamento das oportunidades.

Levantamento integrado de governança

Agora trataremos da análise dos Resultados do Levantamento Integrado de Governança Organizacional Pública – ciclo 2017, recentemente publicado pelo Tribunal de Contas da União.

Ineditismo

O Tribunal de Contas da União já fez vários levantamentos de governança isolados, avaliando as governanças pública, de TI, de pessoas e de aquisições. Mas é a primeira vez que faz um levantamento integrado e completo, cujo resultado serve de diagnóstico organizacional.

Publicidade

Já houve publicidade dos resultados, como por exemplo no levantamento de governança de gestão de pessoas, que até mesmo permitia a comparação entre diferentes organizações, mas pela primeira vez são publicados todos os resultados de todas as organizações participantes.

Análise comparativa

Pela primeira vez os resultados da organização são comparados com o segmento, o grupo e o total de organizações. Assim é possível visualizar se a organização está na frente ou atrás das demais organizações, item por item.

tcu levantamento governança 2017

Amplitude do diagnóstico

O levantamento desce ao nível do detalhe dos principais processos de governança e gestão, operacionais e de apoio, de forma análoga ao Modelo de Excelência da Gestão – MEG, da Fundação Nacional da Qualidade – FNQ.

Orientação a resultados

O questionário foi estruturado em cinco grandes blocos: Liderança, Estratégia, Accountability, Operação e Resultados, totalmente alinhado ao MEG da FNQ.

Link para os resultados

O acórdão, os dados e os relatórios individuais estão disponíveis em

http://portal.tcu.gov.br/governanca/governancapublica/organizacional/levantamento-2017/resultados.htm

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Curso Auditoria Baseada em Riscos

São objetivos do Curso Auditoria Baseada em Riscos:

Capacitação prática para formar auditores e analistas de desempenho e de resultados em processos, notadamente para as áreas de auditoria, controladoria, corregedoria e assessoria de gestão;

Entender o processo de planejamento e execução de auditoria com foco nos resultados e não nos procedimentos.

Turmas abertas ou in-company, sob medida para sua organização

Presencial – 3 dias de duração com carga horária de 24 horas
A distância – 4 semanas de duração com carga horária de 40 horas

Objetivos

A auditoria baseada em riscos prioriza a avaliação da efetividade dos processos mais relevantes ao atingimento dos objetivos definidos na estratégia da organização.

A administração, seja pública ou privada, visa a entrega de bens e serviços com qualidade crescente e no nível de qualidade requerido pelos clientes, a uma boa relação custo/benefício.

O foco passa a ser o gerenciamento dos resultados e a maximização do aproveitamento de oportunidades com a realização dos ajustes ainda na tendência de forma a garantir o alcance das metas, indo muito além da conformidade.

Público-alvo

Gestores e futuros gestores, assessores, auditores e analistas de desempenho e de resultados em processos, direta ou indiretamente envolvidos com a gestão da estratégia nas organizações e os riscos assumidos e/ou dela decorrentes.

Metodologias ativas e interação

No ensino presencial, misto ou a distância, são aplicadas metodologias ativas conduzidas por instrutores/tutores de nível sênior, que promovem a reflexão e a análise crítica dos problemas e soluções a partir da realidade dos treinandos. A interação e discussão assíncrona ocorre no nível individual e em grupo no ambiente virtual de aprendizagem EadPoint, a partir do conteúdo multimídia disponibilizado.

Programa

Módulo I – Definições e normatização

Papel e política de gestão de riscos do TCU – risco como oportunidade
Avaliação da maturidade em gestão de riscos
Riscos sobre resultados e riscos operacionais
O ponto de partida: definição de metas de resultado nos processos
Importância da metodologia de auditoria baseada em riscos
Normas relacionadas ao risco em auditoria
Metodologia da auditoria baseada em riscos

Módulo II – Planejamento

Auditoria permanente ou remota
Auditoria de excelência ou aprendizado
Auditoria por demanda ou de recuperação
Plano anual de auditoria com foco no desempenho dos processos
Planejamento das auditorias
Identificação e avaliação de riscos
Matriz de risco
Levantamento dos controles
Elaboração do programa de trabalho
Procedimentos de auditoria

Módulo III – Execução dos trabalhos

Avaliação de desempenho dos processos
Aplicação dos testes e classificação dos controles
Cálculo do risco residual
Matriz de achados
Validação da matriz de achados

Módulo IV – Gerenciamento e comunicação dos resultados

Gerenciamento da auditoria e sistematização do monitoramento
Gerenciamento do status das deliberações
Introdução e visão geral da comunicação dos resultados
Uniformização e padronização de melhores práticas
Processo interativo de gestão das melhorias identificadas
Processo de suporte à governança corporativa
Capítulos principais
Conclusão

O que o aluno recebe

Apostila com o material utilizado
Certificado de conclusão

Investimento

ModalidadePresencialA distância
Instrutoria/tutoria com notória especializaçãoSIMSIM
Instrutoria/tutoria com vasta experiência em gestão públicaSIMSIM
Atestados de capacidade técnicaSIMSIM
Metodologia de orientação a resultados e aproveitamento de oportunidadesSIMSIM
Valor da inscrição sem descontoR$ 3.450,00R$ 590,00
Valor da inscrição com desconto fidelidade de 10% para organizações que já são clientesR$ 3.105,00R$ 531,00
Valor da inscrição com desconto de 10% com uso de qualquer forma de pagamento diferente de nota de empenhoR$ 3.105,00R$ 531,00
Valor da inscrição com ambos os descontosR$ 2.760,00R$ 472,00

Leve o curso para a sua organização, faça como os nossos clientes 

Turmas previstas na modalidade a distância em 2019

Abril – 01 a 28 de abril
Agosto – 01 a 28 de agosto
Outubro – 01 a 28 de outubro

Inscrição

Para inscrever-se preencha o formulário abaixo ou ligue no telefone 61 4042 3586 ou envie um e-mail informando a organização, o curso, a turma, nome e e-mail dos participantes e a forma de pagamento.

Todas as formas de pagamento estão disponíveis:
– cartão de débito, cartão de crédito à vista ou parcelado, por meio do UOL PagSeguro;
– crédito na conta corrente;
– nota de empenho, para organizações públicas. Baixe as certidões atualizadas clicando aqui.

Dados da empresa

EADPRO Treinamento e Desenvolvimento Profissional e Gerencial Ltda.
CNPJ 12991627/0001-30

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Inscrição Curso Auditoria Baseada em Riscos

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Enviando

Cursos de desenvolvimento de competências gerenciais

Turmas presenciais do curso Planejamento da Força de Trabalho confirmadas, em Salvador e São Paulo.

Turmas a distância com inscrições abertas nas competências Gestão da Estratégia, Gestão de Projetos, Gestão de Processos e Gestão de Pessoas.

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