Microgerenciamento: A melhor estratégia para afastar talentos da empresa!

Uma das características mais valorizadas em uma empresa por seus profissionais é a liberdade. Ninguém gosta de ser constantemente observado e cobrado, principalmente quando se sabe o que deve ser feito. 

Microgerenciamento – fonte:web

por Eberson Terra, no LinkedIn

A sensação de controle excessivo que nasce em pequenas atitudes de líderes despreparados e inseguros agride profundamente quem tem plena consciência de suas responsabilidades.

Excesso de hierarquia combinado com o mito do erro zero

O microgerenciamento pode ser percebido de diversas formas em uma companhia. Organogramas mais verticais privilegiam a atuação da autoridade e do escalonamento de reportes que se repetem desde a base até o topo. Quando este formato de cobrança se alia a insegurança de entrega e a cultura do “erro zero” nascem comportamentos indesejáveis para um ambiente mais produtivo dentro das equipes.

Quando o técnico microgerenciado vira o chefinho microgerenciador

Ficar perguntando a cada 5 minutos o status de atividades que tem um prazo estabelecido, controlar as saídas para o banheiro ou para o café de seus colaboradores ou ainda reforçar com insistência o que e como é preciso fazer uma atividade são sinais claros de o gestor está fazendo microgerenciamento com sua equipe ou um determinado funcionário.

Muitos falam sobre o reconhecimento como um fator importante na motivação de um colaborador, porém não existe reconhecimento antes de alcançar a liberdade em suas atribuições. Conquistar o respeito e a confiança de seu gestor para caminhar sozinho, tomar suas próprias decisões sobre um determinado assunto ou atividade é uma etapa importante no desenvolvimento intelectual do profissional e uma espécie de chancela de que ele assimilou bem a cultura da organização. Ter a liberdade para conduzir suas atividades sem uma pressão exagerada é o primeiro reconhecimento que se pode garantir de um líder.

1.      Os efeitos do microgerenciamento para o líder

Líderes pressionados por resultados ou em evidência com a alta gestão são os mais suscetíveis em tornarem suas autoridades em algo negativo para suas equipes. Na ansiedade de entregarem com maior agilidade ou maior qualidade, metem os pés pelas mãos, observando em um nível de detalhe desnecessário o andamento das atividades.

Muitas vezes acreditam que apenas sua visão de solução é a certa e conduzem o time a executarem suas atribuições como eles mesmos fariam. Cerceiam a liberdade da equipe, pois ficam cegos com a necessidade da entrega, passando por cima da criatividade de seus diretos.

Ao conduzirem sua gestão através do microgerenciamento cometem dois pecadores cruciais dentro da empresa: (1) deixam suas funções de liderança e desenvolvimento do time para se envolverem em demasia na operação, o que pode prejudicar ainda mais a percepção sobre sua capacidade de liderança perante pares e alta gestão e (2) aumentam o desânimo do time que passa a atuar de forma reativa e mecânica, apenas obedecendo ordens, sem poderem desenvolver todo seu potencial.

2.      Os efeitos do microgerenciamento para o liderado

É muito bonito falar em valores dentro de uma organização, mas quando uma equipe é simplesmente ilhada no microgerenciamento, nada disso importa! Por mais lindo e motivador o propósito de uma empresa, equipes mal geridas por chefes inseguros e impacientes, vivem uma realidade paralela do restante. São escravizados em valores do controle e da punição e acabam sucumbindo à revolta ao conversarem com colegas de trabalho que possuem gestores mais preparados.

Quando o impedimento para o crescimento vem do próprio gestor, o profissional não vê sentido no propósito e nos valores divulgados pela organização, já que ele infelizmente não usufrui deste benefício.

Já quando o microgerenciamento ultrapassa o limite da cobrança individual, os chefes inseguros costumam a expor sua opinião exacerbada para todo o ambiente, provocando mal-estar através do assédio moral. Ao chegar neste clímax, a solução vista por muitos é desistir daquele ambiente e caso não consigam migrar de área chegam a abandonar a empresa para buscar um local onde sua capacidade intelectual é valorizada ou minimamente levada em consideração.

3.      A maturidade x O acompanhamento de tarefas

Apesar desta crítica que faço sobre o modelo do microgerenciamento nas empresas, que veem aumentar seus quadros com uma geração altamente engajada com sua liberdade intelectual, existe sim o outro lado da moeda.

Se profissionais maduros são prejudicados com a prática do microgerenciamento, outros liderados que não sabem lidar com a liberdade que lhes é concedida, acabam procrastinando ou utilizando de maneira equivocada o seu tempo. Colaboradores menos experientes podem ficar perdidos com a autonomia, não sabendo priorizar atividades e entregas.

Nestes casos, é importante o acompanhamento presente e continuo do gestor. Mas esta acolhida não pode ser confundida com a cobrança exagerada e sim como a possibilidade única de ajudar o liderado em seu crescimento. Explicar impacto de suas ações, ensinar a priorizar, auxiliar no direcionamento e principalmente na checagem da qualidade do trabalho são responsabilidades de um bom líder, que se preocupa com os novatos para que eles compreendam a importância e valorizem a liberdade.

A cobrança para profissionais menos maduros deve ser feita com paciência, avaliando erros e acertos, mas principalmente com feedbacks diretos e objetivos sobre sua atuação. É assim que se cria um time coeso, independente e principalmente altamente engajado para produzir para a empresa!

Analise se você está realizando ou sofrendo microgerências, tenho certeza absoluta que sua vida será muito melhor sem ela. A cultura da confiança e da autonomia da empresa agradece! A produtividade vai lá em cima quando profissionais preparados estão livres para explorar seus potenciais ao máximo!

Tenha controle de seus impulsos, boa sorte e siga o @SeuCaminho!

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