Desmistificando a inovação colaborativa

em www.hsm.com.br A procura por talentos fora do meio corporativo que a empresa está acostumada pode criar resistência dentro do próprio ambiente empresarial. A dica de Mohanbir Sawhney é “abrir a mente” para se adequar à nova realidade da inovação. Mohanbir Sawhney, diretor e professor do Centro de Pesquisa em Tecnologia e Inovação da Kellogg School of Management, da Northwestern University, falou nesta quarta-feira (29/6) durante o Fórum HSM Inovação & Crescimento sobre a crescente importância da rede colaborativa para a inovação. “Se você não fizer, a concorrência fará. Não importa onde você esteja, você compete em um mundo global”, alerta o membro do fórum econômico mundial e integrante do conselho de administração da revista Forbes. Para aproveitar os benefícios da inovação colaborativa é preciso que a empresa tenha mente aberta e mude a cultura de “protetora de sua propriedade intelectual”, superando as barreiras internas que podem surgir ao tentar implementar novos mecanismos de inovação. “O conceito da inovação está sendo inovado”, diz Sawhney. Ele toma como exemplo de sucesso a Wikipedia, enciclopédia virtual já existente em diversas línguas e escrita por milhares de colaboradores, que não tinha tanto prestígio nos primeiros anos pela dúvida quanto à fidelidade das informações nela contidas. Sawhney brincou com a plateia e perguntou quantos dos executivos presentes olhavam no dicionário tradicional quando tinham dúvidas sobre um termo e quantos pesquisavam na Wikipedia. Como já devia ser esperado pelo palestrante, a maioria dos presentes disseram recorrer à ferramenta colaborativa online. Importar conhecimento para crescer Se as empresas investem tanto em funcionários com alto nível de conhecimento em suas respectivas áreas, laboratórios e matérias-primas de última geração, por que importar conhecimento? Sawhney explica que manter sua própria geração de propriedade intelectual não é mais sustentável. Isto porque os custos são elevados e o desenvolvimento de ideias é demorado. “A inovação precisa ser mais rápida. O que você desenvolve hoje, a China faz em seguida pela metade do preço e a Índia por um terço do valor”, conta. A indústria automobilística é um bom exemplo de como a inovação colaborativa leva à expansão dos negócios, sem o temido prejuízo para a empresa. Os veículos mais modernos contam com GPS integrado, bluetooth e diversos aplicativos de comunicação. Obviamente, as companhias não desenvolvem todas essas tecnologias sozinhas e partindo do zero. Essas habilidades foram trazidas para a indústria de automóveis. “Muitos desses especialistas e desses talentos estão fora da sua empresa, então não dá para inovar sozinho. Não importa quantos cientistas você tenha em sua empresa, os custos e os riscos são maiores ao inovar sozinho do que na inovação colaborativa”, argumenta. Aprenda a olhar o mundo lá fora – Há muito mais ideias e pessoas inteligentes fora da empresa do que seria possível contratar. – A maioria dos novos conhecimentos é construída socialmente – a comunidade é mais sábia do que a soma de seus membros. – Há novos tipos de intermediários e novas infraestruturas tecnológicas que estendem o alcance e a variedade das inovações de uma empresa.

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