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Prontidão estratégica (3): o capital informacional

por Murilo Pinto em cnj.jus.br/estrategia

O capital informacional abrange sistemas de informação, redes e infraestruturas tecnológicas e bancos de dados. A mensuração da prontidão estratégica nesse quesito responde a medida em que os recursos de tecnologia da informação da organização sustentam os processos internos críticos para o alcance da missão da instituição conforme delineada no mapa estratégico.
Nele estão contidos tanto softwares quanto hardwares, mas também a perícia gerencial, traduzida por Kaplan e Norton como a adoção de padrões técnicos, planos de emergência e segurança entre outros. Eles classificam os sistemas em 2 grupos: aplicações de processamento (que automatizam procedimentos básicos) e aplicações analíticas (que analisam, interpretam e compartilham informações e conhecimento).

Aplicações de quaisquer dos grupos podem ser incluídas no patamar de aplicações transformacionais, aquelas que transformam o modelo de atuação predominante da instituição. “Aplicações transformacionais têm o maior potencial de impacto sobre objetivos estratégicos e exigem o mais alto grau de mudança organizacional para gerar seus benefícios”, acrescentam.

Medindo a prontidão de TI

De modo similar ao capital humano, para medir a prontidão estratégica do capital informacional parte-se do mapa estratégico, isto é, dos processos internos identificados como críticos para suportar o plano estratégico.

No exemplo do banco hipotético criado a pelos autores a partir de sua experiência em outras instituições do tipo, foram levantados 14 aplicações diferentes, algumas apoiando mais de um processo interno, e 4 projetos de infraestrutura de TI.

Norton e Kaplan explicam como se avaliam esses sistemas: “A equipe passou então a avaliar a prontidão da carteira atual de infraestrutura e aplicações de capital informacional do banco, atribuindo uma nota de 1 a 6 para cada sistema”.

O método pode ser sistematizado conforme o esquema:

  • Sistema/infraestrutura disponível e operante
    • Nota 1: OK
    • Nota 2: necessário leves melhorias
  • Sistema/infraestrutura identificado mas ainda não disponível (capacidade não existe, mas há projetos em execução para implantá-la)
    • Nota 3: novos desenvolvimentos a caminho
    • Nota 4: novos desenvolvimentos em atraso
  • Estratégia demanda novo sistema/infraestrutura, mas não foi dado início à criação, financiamento ou implementação
    • Nota 5: necessárias grandes melhorias em sistema/infraestrutura
    • Nota 6: necessária nova infraestrutura/sistema

As notas, informam os autores, são dadas pelos gerentes de desenvolvimento de TI e validadas pelo diretor da área. Cada grupo recebeu uma coloração semafórica, com base no cenário mais pessimista para cada categoria. E cada sistema foi agregado conforme a vinculação a cada processo interno crítico, resultado em um relatório consolidado conforme cada segmento de aplicações ou infraestrutura.

Assim, se na linha de sustentação de determinado processo interno crítico existir uma aplicação com nota 2, outra com nota 4 e outra com nota 6, o método resulta em um indicador visual agregado que permite ver com facilidade os gargalos de prontidão estratégica em TI .

“Com esse relatório, é possível conferir rapidamente a prontidão estratégica do capital informacional da empresa e identificar facilmente as áreas que necessitam de mais recursos”, concluem Kaplan e Norton.

Referência

KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P. Medindo a prontidão estratégica de ativos intangíveis.Harvard Business Review Brasil. Fevereiro. 2004.

 

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