Transformação organizacional: saiba o que é e quais os benefícios

O mercado está em constante mudança. As tecnologias de hoje são muito diferentes das existentes dez anos atrás. Os hábitos de consumo também são muito diferentes, afinal, os clientes estão mais exigentes. Nesse contexto, a transformação organizacional é crucial.

Original em blog.fnq.org.br

Pense na organização como um sistema complexo inserido em algo ainda mais complexo, o mercado. Quando ele muda, as empresas também precisam mudar e se adaptar às novas realidades. O problema é que, geralmente, há resistência à mudança.

Nos tópicos seguintes, apresentamos o que é transformação organizacional e quais os benefícios desse processo. Por esse motivo, continue sua leitura com atenção. Vamos lá!

Afinal, o que é transformação organizacional?

A ideia de transformação organizacional é recente. Até pouco tempo, se tinha a ideia de um mercado estável, regulado por uma “mão invisível” e que contava com mudanças previsíveis. Portanto, não havia muito com o que se preocupar. Hoje, todos sabem que não é bem assim.

Um exemplo das mudanças vem do mercado de trabalho. Gerentes de mídias sociais, líderes de equipes remotas e especialistas em big data não existiam há dez anos. Para o futuro, a perspectiva é de mudanças ainda mais acentuada. Estima-se que 65% das crianças vão trabalhar em profissões que ainda nem existem. Ou seja, muita coisa vai mudar.

Dentro desse contexto de mudança, as empresas devem abraçar um processo contínuo de transformação. Não é producente estar apegado ao estado atual das coisas, muito menos resistir às tendências do mercado. É preciso abraçar o que é novo, talvez até inovar.

Nesse sentido, a transformação organizacional diz respeito a um processo de mudança contínua, onde as empresas se adaptam às novas regras do “jogo” ou promovem disrupções capazes de agregar uma vantagem competitiva. É o oposto da estagnação organizacional.

Quais são os princípios da transformação organizacional?

Alguns princípios podem ajudar a entender a transformação, bem como aproveitá-la ao longo do expediente. O primeiro e mais importante é: toda organização muda. Não há nenhum tipo de organização que permaneça igual para sempre, e é preciso aproveitar isso.

A mudança é o estado natural das coisas

Por vezes, enxergamos as coisas como estáticas. Parece que não há mudança. Mas isso é porque o ser humano tem memória curta. Ao olhar para o médio-longo prazo, é possível observar que tudo está em constante movimento. E hoje tudo acontece ainda mais rápido.

Empresas nascem e fecham, equipes são feitas e desfeitas, tecnologias são instaladas e desinstaladas, e assim por diante. Essa mudança é uma ordem natural, que pode (e deve) ser aproveitada para superar a concorrência. Do contrário, a própria empresa será superada.

As pessoas resistem ao que é desconhecido

Não é uma regra, mas as pessoas tendem a resistir ao que é desconhecido. Elas podem enxergar algo muito novo como uma ameaça e, então, se apegar ao status quo. Isso é frequente dentro das empresas, pois os empregados se sentem ameaçados pela mudança.

Por esse motivo, é preciso que haja um processo de transição conscientemente liderado. Os gestores devem envolver seus subordinados na mudança, mostrando o que está mudando e por qual razão. Desse modo, a resistência será menor ou nula, o que beneficia o trabalho.

A diferença da transformação é uma vantagem

É preciso se adaptar à mudança para permanecer no mercado. Isso, todavia, não representa um diferencial competitivo. Empresas que só se adaptam dificilmente estão na vanguarda do mercado. É preciso liderar a transformação, estar um passo à frente da concorrência.

Há muitas formas de liderar na transformação organizacional. Você pode, por exemplo, ser o primeiro do seu mercado a implementar uma novidade. Outra possibilidade é criar essas novidades, isto é, inovar. O importante é que, de alguma forma, esteja à frente dos rivais.

Quais são os benefícios da transformação organizacional?

Uma questão importante é: por que mudar? Há muitas respostas possíveis. O mais importante, porém, é que isso gera vantagens à empresa, tornando-a mais longeva e rentável que suas rivais. Nos próximos tópicos, explicamos com cuidado os principais benefícios.

Longevidade da organização

A mortalidade é um grande problema. Sabe-se que 6 em cada 10 empresas brasileiras fecham antes de completar 5 anos de atividade. Ou seja, 60% dos negócios. Em boa parte, isso ocorre graças à incapacidade de mudar com agilidade, precisão e acerto.

Empresas que passam pelo processo de transformação de forma bem-sucedida conseguem se manter atuais, ainda que sejam centenárias. Elas conservam um espírito jovem e energia para assegurar uma posição defensável no mercado, o que gera longevidade.

Retornos superiores à média do mercado

Empresas que conseguem mudar abraçam “oceanos azuis”, isto é, mercados menos competitivos e que oferecem retornos financeiros acima da média. Elas também não sustentam processos precários ou maus hábitos, itens que custam muito caro.

Em vista disso, é possível dizer que o processo de transformação organizacional permite a obtenção de melhores margens de lucro e rentabilidade. Entretanto, é preciso destacar que esse retorno acima da média, por vezes, é reinvestido em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Atratividade no mercado

Um terceiro benefício é o maior grau de atratividade. Como é possível observar, empresas hábeis em mudar são mais longevas, prósperas e inovadoras. Isso não atrai apenas mais investidores, também chama a atenção de profissionais talentosos e dos próprios clientes.

Pense no processo de transformação organizacional como uma estratégia capaz de colocar a empresa em proeminência, isto é, em destaque em relação aos seus demais competidores. Desse modo, elas se tornam mais atraentes e desejadas pelas principais partes interessadas.

Como aplicar a transformação organizacional?

Muita coisa precisa ser feita. Envolver todo o time, ter objetivos desafiadores, contar com tecnologia de ponta e reinvestir parte dos lucros em P&D, por exemplo. O importante é entender que a maior parte das transformações não são disruptivas, mas sim, emergentes.

Veja, uma transformação emergente é que acontece passo a passo. Ela não passa a existir do dia para a noite, porém, vem de uma longa sequência de mudanças. Essa transformação é construída por meio de programas de melhoria contínua, dedicados a identificar e superar os “gargalos” existentes na empresa. Portanto, tenha por objetivo melhorar continuamente.

Como você pode observar, transformação organizacional é um tema novo e complexo, mas igualmente importante. Se uma empresa insiste no status quo, pode ficar para trás e perder participação no mercado. Por outro lado, se muda, pode superar seus rivais.


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