Mitos da inovação

A idéia de inovação tornou-se algo encoberto por mitos. Um deles afirma que inovar significa criar produtos novos. Isso não é necessariamente verdade. Produtos novos são, é claro, importantes, mas não representam a inovação em si. Quando a inovação está no sangue de uma empresa, descombre-se diferentes maneiras de inovar, sem necessariamente somente criando novos produtos, mas também inovando em funções, logística, modelo de negócio e processo. Preste atenção nos itens abaixo listados: – gestão da cadeia de fornecimento da Dell; – ferramenta de monetização dos sistemas do Google; – Sistema de Produção Global, da Toyota; – gestão de inventário do Wal-Mart; – uso da matemática pelo Google (que altera as regras do jogo na indústria de mídia e comunicação); – o conceito Starbuck de café (tanto da loja quanto do produto) Todos eles são inovações provocadoras de mudanças nas regras do jogo, da mesma maneira como foi o modelo de gestão de marca, da Procter & Gamble, ou a estrutura corporativa criada por Alfred Sloan, que fez da GM a empresa líder na indústria automotiva por décadas. Ou seja, inovar não é, necessariamente, criar um novo produto. Outro mito existente afirma que a inovação é coisa para gênios, como por exemplo Chester Floyd Carlson (o inventor da fotocópia) ou Leonardo da Vinci: a idéia de que a inovação ocorre quando um gênio solitário ou uma equipe pequena trabalha duro, nos laboratórios de criação, gera um sentimento destrutivo de resignação; isso é fatal para a criação de uma empresa inovadora. Alocar dinheiro nos laboratórios de P&D e esperar que algo ocorra, isso sim é um erro. É claro que gênios existem e, de fato, contribuem com grandes invenções. Steven Jobs é um ótimo exemplo disso. Mas as empresas que ficam aguardando pelo momento da “Eureka!” podem morrer enquanto esperam. Lembre-se de que da Vinci desenhou uma máquina voadora, que não pôde ser construída com a tecnologia disponível na época. Inovações verdadeiras têm importância no presente, não nos séculos posteriores. Thomas Edison, outro gênio, tinha o correto entendimento disso: “Não quero inventar nada que não seja vendável. A venda é a prova da utilidade, e utilidade é igual a sucesso”, disse ele aos sócios por ocasião da sua, talvez, maior invenção: o laboratório comercial. “Não podemos ser como aqueles professores alemães que desperdiçam suas vidas estudando a casca da abelha”, disse. Gerar idéias é importante mas é preciso que exista um processo reproduzível que possibilite a conversão da inspiração em performance financeira. Baseado no livro The Game Changer, de A.G. Lafley and Ram Charan – abril de 2008 Fonte: FSB Associates

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