Liderança estratégica: um novo desafio

Humberto Mariotti* www.hsm.com.br Nos últimos anos, mais um desafio surgiu e se somou àqueles com os quais os líderes têm de lidar no dia-a-dia das organizações: desenvolver e praticar a liderança estratégica. Para Stephen Robbins, estudioso norte-americano do comportamento organizacional, há uma grande escassez de líderes globais especializados. Robbins cita uma pesquisa feita nos EUA com as 500 maiores empresas tradicionalmente escolhidas pela revista Fortune. Os resultados foram publicados em 2006 e são surpreendentes: um deles revelou que 85% dos dirigentes entrevistados declararam que suas corporações não dispunham de um número suficiente de líderes globais, isto é, líderes estratégicos. Há várias formas de definir liderança estratégica. Talvez a mais simples e elucidativa seja a seguinte: é um conjunto de habilidades e competências que faz com que os executivos passem a reconhecer e praticar a atitude de pensar não apenas em termos de curto prazo, resultados imediatos e contextos restritos, mas também em termos de médio e longo prazo, resultados mediatos e contextos amplos. Fica evidente, portanto, que pensar e agir tanto de modo local quanto de maneira global, segundo as necessidades das organizações e do mercado, passa a fazer parte das tarefas das lideranças atuais. Para atendê-las, é necessário desenvolver determinadas habilidades e competências. Entre as mais importantes estão sem dúvida as monitoradas por parâmetros internacionais como os Índices Dow Jones de Sustentabilidade: a) ética e valores; b) pensamento estratégico; c) visão de futuro; d) consciência de sustentabilidade. Hoje não se concebem mais corporações competitivas que não reconheçam esses indicadores e a eles se adaptem. Os executivos precisam estar atentos aos novos desafios da competitividade corporativa, os quais repercutem de modo direto na gestão de suas carreiras. Três deles, entre outros, podem ser considerados essenciais: a) saber reintegrar conhecimentos dispersos; b) saber inspirar visão de futuro; b) saber como criar comprometimento compartilhado. No entanto, mesmo que as pessoas estejam dispostas a se comprometer, o que fazer para que elas se tornem capazes de lidar com a complexidade e a instabilidade dos novos tempos? Como já se sabe, a complexidade não pode ser compreendida e trabalhada por meio de modos de pensar simplificadores. Em outros termos, não é possível enfrentar a diversidade e instabilidade cada vez maiores do mundo atual por meio de modos de pensar simplistas, imediatistas e locais como os hoje predominantes em nossas sociedades. Portanto, é preciso mudar de modelo mental, isto é, desenvolver novos modos de pensar que levem a níveis adequados de adaptabilidade e integração às novas realidades. Essa é uma das principais tarefas dos líderes estratégicos. Para ajudá-los a desempenhá-la, novas metodologias de educação e treinamento vêm sendo desenvolvidas e já estão disponíveis. Várias delas estão reunidas sob a denominação de pensamento integrador ou pensamento. Mariotti, Humberto É professor da Business School São Paulo. Coordenador do Núcleo de Estudos de Gestão da Complexidade da Business School São Paulo.

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