Iniciando o Planejamento Estratégico

Por Fabio Fontanela Moreira, publicado na revista Liderança (Set 2010 – n. 71)

Uma execução eficiente depende de uma estratégia bem formulada.

Ao iniciar a mobilização para o ciclo anual de planejamento estratégico, muitas empresas utilizam técnicas apuradas de análise, com ou sem ajuda de consultoria, outras utilizam um processo mais informal e caseiro de planejamento. Independente da forma, o conteúdo gerado deve conter em sua essência alguns aspectos que possibilitem tornar realidade algo que no início nada mais é do que um plano.

O Planejamento Estratégico é o método pelo qual uma organização define como irá explorar os recursos que dispõe e as condições que desfruta visando o alcance de determinados objetivos futuros.

Muitas empresas têm falhado no alcance dos objetivos futuros justamente por não levarem em consideração que a estratégia gerada deve sair do papel. Por mais incrível que possa parecer, muitos planejamentos estratégicos tem finalidade em si mesmo.

Um dos grandes motivos de falha desse processo é a complexidade da estratégia gerada. Muitas estratégias são um compêndio de centenas ou milhares de diretrizes, metas e ações não interligadas. Não levam em consideração que na ponta existem recursos limitados e muitas vezes não capacitados nem ao menos em entender as estratégias. Tendo acompanhado por muitos anos execuções bem e mal sucedidas, posso afirmar que é melhor ter um conjunto reduzido de metas alcançadas do que centenas impossíveis.

Outro aspecto determinante no sucesso de uma estratégia definida é a maneira como ela se traduz em ações. Toda estratégia pressupõe transformações na organização. Significa dizer que novas entregas ou entregas semelhantes de forma diferente deverão acontecer. As transformações só ocorrem a partir de iniciativas estruturadas na forma de ações ou projetos., São esses projetos, portanto, as ferramentas que farão as estratégias tornarem-se realidade.

O que tenho visto nas organizações é o grande desalinhamento dos projetos com os direcionadores estratégicos. Muitas coisas são feitas ao mesmo tempo, competindo por recursos e com propósitos totalmente difusos. Qual o resultado disso? A empresa não saí do lugar com resultados inexpressivos e com pessoas exaustas de tanto trabalhar.

Existe um seleto grupo de organizações que são muito bem sucedidas no planejamento estratégico e também na execução da estratégia. Alguns fatores são comuns a essas organizações:

• Fundamentação técnica baseada em dados e análises consistentes.

• Foco e objetividade no estabelecimento de objetivos (Querer fazer tudo é o mesmo que não fazer nada bem feito);

• Diretrizes claras e alinhadas num mesmo propósito;

• Objetivos estratégicos perfeitamente desdobrados em projetos e ações;

• Desenvolvimento de um modelo de gestão estratégica que propicie acompanhamento constante e tomada de decisão.

Eu gostaria de ressaltar dois pontos: O primeiro é que planejamento não tem nada a ver com previsão, caso contrario, algumas cartomantes seriam as mais indicadas para a equipe de planejamento. Em segundo lugar o planejamento deve estar necessariamente inserido em um modelo contínuo de gestão estratégica. Empresas falham por tratar pontualmente a estratégia sendo o ambiente extremamente dinâmico.

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