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Gestão de riscos para líderes que não sabem o que são riscos

A gestão de riscos é uma maneira de trabalhar preventivamente, monitorando cenários externos e internos e aproveitando oportunidades.

por Monise Carla, original em blogdaqualidade.com.br

Se você é líder, gerente, coordenador, supervisor de qualquer área da organização, é bem provável que, assim como eu, você não tenha uma qualificação aprofundada em gestão de riscos e nem saiba exatamente quais métodos usar para fazer esse trabalho. Sim, somos líderes normais, e sinceramente, essa coisa toda de gestão de riscos parece ser um saco, uma burocracia desnecessária, mas estou aqui para te dizer o quanto isso pode te ajudar a deixar de ser um líder “normal” para ser o melhor líder que você pode ser!

Você não precisa pensar em Riscos por causa da ISO 9001:2015

Se o carinha da qualidade da sua empresa disse que você precisa começar a pensar em riscos por conta da ISO 9001:2015, ele está errado. Você precisa pensar em riscos para que sua vida pare de se resumir em apenas resolver problemas e você consiga trabalhar naqueles projetos legais que você pensou para melhorar os resultados da sua área.

A gestão de riscos é uma maneira de trabalhar preventivamente. Sabe aquelas coisas que você ou sua equipe faz que até estão funcionando, mas que, hora ou outra, podem dar errado? Então, essas coisas são riscos! Podem se tratar de processos, instruções de trabalho, comportamentos e qualquer outra questão que você acredite que possa impactar o seu resultado e o resultado da sua equipe. A gestão de riscos serve para você fazer um mapa dessas coisas e decidir o que você vai fazer com elas.

Quando você faz isso, você cria um radar daquilo que pode dar errado na sua área de atuação; que pode ser desde seu departamento, até as atividades com outros setores. Assim, você conseguirá estar ligado no que pode gerar algum problema se acontecer.

Então, é só saber o que vai dar errado?

Acredito que essa é a primeira grande vantagem: estar atento ao que pode dar errado. Mas parar aqui pode te angustiar ainda mais, você precisa classificar essas coisas todas e ver quais realmente são relevantes e que precisam de mais atenção.

Agora você deve pegar cada item da lista e dizer qual a probabilidade de acontecer. Pode ser um chute mesmo, mas sugiro você pensar em quantas vezes isso já aconteceu. Isso mesmo, quantas vezes você já teve que parar para resolver esse negócio? Ou, se nunca aconteceu, mas você acha que pode acontecer a qualquer momento. O profissional da qualidade da sua empresa poderá te ajudar com isso, ele conseguirá te passar alguma referência para dizer se a probabilidade é muito baixa, baixa, média, alta ou muito alta.

Você fará a mesma reflexão sobre o quão isso pode impactar o seu trabalho. Por exemplo, vai ter situações que, se acontecerem, poderão parar todo mundo. Outras vão atrapalhar a operação, mas vai dar para continuar trabalhando. Enfim, você vai definir junto com o profissional da qualidade qual será o impacto disso, como eu disse, se ele é muito baixo, baixo, médio, alto ou muito alto. Dessa forma, você vai ter uma classificação do que é mais urgente e vai ter um pouco mais de certeza de que você está trabalhando no que deveria trabalhar.

Sei o que pode dar errado, sei qual a urgência, e agora?

Agora você precisa decidir sobre o que fazer com esses riscos! Segundo a teoria, você tem 4 tipos de decisões: eliminar (prevenir, evitar), reduzir (mitigar), terceirizar (transferir) e aceitar.

Eliminar

Imagine que você quer comprar um carro, mas acredita que o risco de ser roubado tem uma probabilidade muito alta e isso trará um impacto muito alto para você também, aí você decide não ter carro, pois não quer correr esse risco. É quando você toma a decisão de eliminar o risco, quando você diz “não faremos mais isso!”. É um tipo de estratégia que nem sempre dá para adotar, mas pode ser que você use em algumas situações.

Reduzir

No mesmo contexto do carro, imagine que você, ao invés de “não ter o carro”, decida apenas colocar um alarme nele. É a estratégia de reduzir, então, você fará coisas para diminuir ou a probabilidade daquele risco acontecer, ou até o impacto dele. É a estratégia mais comum!

Terceirizar

Ainda no exemplo do carro, terceirizar seria pagar um seguro que irá absorver as consequências, caso aconteça o risco (o carro ser roubado). Isso não significa que se você passar esse risco para outro departamento, você estará terceirizando, até porque a gente tem que pensar que o risco não é da sua área, é da empresa, então, independente do responsável pelo risco, terceirizar significa que se aquilo acontecer, outra empresa irá “sofrer” com isso.

Aceitar

Comprei o carro e não quero fazer nada a respeito do risco de ele ser roubado“. Você sabe que tem o risco, mas não vai tomar nenhuma atitude quanto a isso, vai simplesmente deixar acontecer. Não tenha medo, você pode muito bem “deixar como está”, mas é recomendável que você tenha um PLANO B caso aquilo aconteça, só para não deixar as pontas soltas.

Faça disso parte do seu trabalho diário

Depois de feito esse trabalho, você irá monitorar esses riscos. Sempre que aquilo acontecer de novo, você vai registrar em algum lugar que aquilo ocorreu, só para ver se a probabilidade e o impacto continuam os mesmos e se você não precisa mudar de estratégia. Talvez algo que você “aceitou” esteja acontecendo tanto, que está valendo a pena se esforçar um pouquinho para “reduzir” aquele risco, e essas novas decisões só virão do monitoramento periódico. E lembre-se, quem define a periodicidade é você!

Não é nada tão complicado, é só prestar atenção nas coisas que você tem que resolver no dia a dia. Eu sou responsável pelo marketing da Forlogic, e um dos riscos que eu monitoro aqui é a queda do servidor dos sites, ou seja, estou cuidando para que os sites da empresa estejam sempre no ar. Quando o servidor cair, é claro que tenho um monte de ações para executar, que inclusive, eu já pensei sobre elas, pois não é mais só um problema, é um risco! Mas registrar essa incidência ajuda a analisar ao longo do tempo se eu não tenho que trocar de servidor, se a gente não sabe fazer esse trabalho e até o quanto isso tem impactado os resultados da nossa empresa.

Isso NÃO é sobre gestão da qualidade, é qualidade da gestão

Talvez, você tenha a impressão de que a maioria das coisas que os caras da qualidade falam para você é chato e de que isso tudo não tem nenhuma conexão do seu trabalho, mas esses caras detêm muito conhecimento sobre as ferramentas que podem te fazer um líder melhor. Esse mesmo processo para gerenciar riscos pode ser usado para gerenciar oportunidades, e quanto mais você consegue agir antes dos problemas acontecerem e abraçar oportunidades para fazer sua equipe e área evoluir, melhor fica seu trabalho. Por isso, aproximar-se do pessoal da qualidade é uma boa estratégia para descobrir novas ferramentas para melhorar o resultado da sua área, seja para ser mais rápido, para parar com a loucura de resolver mil problemas por dia, para conquistar as suas metas, ou deixar a sua equipe mais qualificada e feliz.

Não sei o que você achou do processo de gestão de riscos, mas quando descobri que isso poderia fazer o meu trabalho ficar um pouco mais focado nos projetos para melhorar meu dia a dia ao invés de ficar resolvendo problemas emergenciais o tempo todo eu pensei “CARA, eu PRE-CI-SO colocar isso em prática! ”. E sinceramente, ainda tenho problemas para resolver aqui, mas agora, eu vejo a área evoluindo constantemente, aprendendo com cada plano de ação que fazemos para eliminar, reduzir, terceirizar ou aceitar os riscos e é bem mais difícil acontecer algo que a gente não esperava. Obviamente, não vai existir nada que não dê um pouco de trabalho no começo, mas eu garanto que os ganhos valem muito a pena!

 

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