Gestão de projetos e eficiência no setor público

A gestão de projetos no setor público enfrenta algumas dificuldades típicas, em qualquer país. Mas também serve como ferramenta de mudança e promoção de ações de longo prazo. Neste artigo do PMI, destaca-se o papel da gestão de projetos no cenário atual, de aumento de investimentos públicos para incentivar a economia.

Segundo o autor, Tim Jaques, essas condições geram pressão nos gerentes de projetos no setor público para que demonstrem resultados rápidos. O artigo cita três dificuldades principais postas ao gestor de projetos estatais:

  • ambiente burocrático, cercado por políticas, regras, normas, leis e regulamentos;
  • lógica incremental, via de regra, já que as instituições existem de forma regular há anos. O desestímulo a qualquer mudança de maior impacto reduz a profundidade das transformações;
  • integração e interdependência entre órgãos, com o aumento do número de projetos que ultrapassam os limites departamentais. Isso exige habilidades comunicacionais avançadas e amplia tanto a profundidade quanto a velocidade das mudanças.

Mas aponta que a gestão de projetos oferece meios de lidar com esses obstáculos:

  • serve de campo de testes para novas estratégias, por permitir que governos decididos a inovar ou resolver um problema de uma nova maneira operem em um ambiente eficiente e coeso, direcionado para a mudança;
  • ultrapassagem do pensamento incremental, devido à facilitação do entendimento e novas abordagens dos problemas propiciada;
  • melhor gestão de interesses dispersos, ao oferecer um meio sistemático de lidar com os interessados espalhados pelos diversos departamentos, órgãos e esferas.

O autor aponta o risco de essas características, intrínsecas à gestão de projetos, se perderem em meio à burocracia cotidiana. Por isso, para expor o valor da gerência de projetos em uma organização, Jaques sugere que sejam adotadas três práticas:

  • garantir senso de urgência: transmitir a urgência do projeto rompe a inércia burocrática. Para fazê-lo, deve-se usar prazos e definições dos problemas que propiciem a ação;
  • criar declarações de valor: listar o valor do projeto do ponto de vista de cada segmento de interesses;
  • medir o valor: meça o projeto em termos de valor agregado, qualidade-prazo-custo e indicadores qualitativos, como satisfação do cliente ou grau de alcance da missão.

 

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