Cinco estratégias para responder aos riscos

Cinco estratégias para responder aos riscos

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Uma vez identificado um risco, há um número de opções que o gerente do projeto poderá considerar como respostas.

1. Deixá-lo (Aceitação): Nesta abordagem, o gerente do projeto analisa o impacto do risco no projeto se acaso ele ocorrer e decide não fazer nada. Há três razões para um gerente de projeto tomar esta decisão:

O gerente do projeto poderá decidir que o impacto potencial do risco no projeto não é suficiente para requerer uma resposta ao risco. Tipicamente, esta decisão é tomada nos casos onde o risco tem o impacto de nível baixo no projeto. Também, em muitos casos esta decisão pode ser tomada para os riscos que têm um impacto de nível médio no projeto.
O gerente do projeto poderá sentir que o risco deverá ser gerenciado, mas o impacto do risco no projeto não é suficiente em comparação ao custo e ao esforço requerido para gerenciá-lo.
Poderá não haver maneiras práticas ou razoáveis disponíveis para gerenciar o risco. Esta razão é diferente das outras onde o custo é maior que os benefícios. Neste caso, não há uma maneira prática para gerenciar o risco, mesmo se o risco for identificado como de nível elevado. Por exemplo, é possível, que haverá o risco do patrocinador do projeto desistir do projeto e o novo patrocinador cancelar o projeto. De fato, você sabe que o patrocinador poderá ser promovido e você não poderá fazer nada para impedir. Neste caso, a melhor maneira para resolver o problema, é esperar o evento acabar.
2. Monitorar o risco: Neste caso, o gerente do projeto não gerencia pró-ativamente o risco, mas monitora-o ao longo do tempo para ver se há mudança na probabilidade dele ocorrer. Se o mesmo aparentar mais probabilidade de ocorrer, então a equipe do projeto deverá formular uma resposta para minimizar o impacto. Esta abordagem poderá funcionar para os riscos que terão um grande impacto negativo no projeto, mas com pouca probabilidade de ocorrer. O gerente do projeto poderá decidir não desenvolver imediatamente um plano de resposta, mas cria um plano para responder ao risco somente se o mesmo aparentar ocorrer. A vantagem é que os recursos escassos são utilizados somente naqueles riscos que tem uma probabilidade maior de ocorrer. A desvantagem é que a demora em responder ao risco poderá tornar menos provável que o risco possa ser minimizado futuramente com sucesso. Também, esta é uma boa abordagem se você identificar um risco que deve ser gerenciado, mas os eventos que provocam o risco somente acontecerão em uma data distante no projeto. Por exemplo, se os eventos que provocam o risco irão acontecer somente daqui a nove meses, poderá não fazer sentido utilizar os recursos escassos para gerenciar o risco neste momento. A melhor abordagem poderá ser monitorar o risco em uma base mensal. É possível que ao longo do tempo, o risco possa desaparecer devido a outras circunstanciais. Entretanto, se o risco não desaparecer, a equipe do projeto necessitará gerenciá-lo futuramente.

3. Evitar o risco (Prevenção): Evitar o risco significa que a situação que está causando o problema seja eliminada. Por exemplo, se uma parte do projeto tiver um risco elevado associado a ela, toda esta parte do projeto será eliminada. Os riscos associados a um vendedor podem ser evitados se um outro vendedor for utilizado. Esta é uma maneira muito eficaz de eliminar riscos, mas obviamente pode ser utilizada unicamente em determinadas situações. Em um outro exemplo, você poderá ter um risco em um projeto que é associado a implantação de uma solução em múltiplos locais. Uma vez que o risco for identificado, o patrocinador poderá mudar o escopo do projeto para implantar a solução somente em um local. Desta maneira, o risco de implantar uma solução em múltiplos locais é evitado.

4. Transferência do risco: Em alguns casos, a responsabilidade do gerenciamento dos riscos pode ser removida do projeto e ser atribuída a uma outra entidade ou a um partido terceirizado. Por exemplo, transferir (outsourcing) uma função que tem um grande risco associado a um partido terceirizado, poderá eliminar o risco para a equipe do projeto. O partido terceirizado poderá ser especialista nesta função, e permite a eles realizar o trabalho sem risco. Mesmo, que o risco ainda esteja presente, cabe agora ao partido terceirizado resolvê-lo.

Um outro exemplo de transferência de um risco é fazer um seguro. Em um exemplo simples, você poderá ter uma peça de equipamento muito frágil e valiosa que necessita ser enviada a equipe do projeto. Há algum risco de que o material seja danificado no transporte. Você poderá transferir o risco financeiro fazendo um seguro sobre o transporte. Naturalmente, se o material for danificado, você poderá perder o tempo associado a espera de uma peça de recolocação, entretanto você não terá o impacto financeiro associado ao risco. Na troca de pagamento de um seguro, o segurador assume o risco financeiro.

5. Mitigação do risco: Na maioria dos casos, esta é a abordagem a ser tomada. Mitigar um risco significa que você desenvolve e executa atividades para assegurar que o risco não ocorra. Uma outra finalidade da mitigação é garantir que o efeito (impacto) do risco seja minimizado caso este ocorra. Para as finalidades da metodologia TenStep Processo de Gerenciamento de Projetos®, supõe-se que os planos de gerenciamento de riscos estejam estabelecidos para mitigar os riscos.